Deputado pede inclusão de lactantes no grupo prioritário de vacinação contra a covid-19 no Estado

O Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Saúde tem organizado a vacinação na capital e nos municípios de acordo com a disponibilidade de doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde, que é o responsável pela aquisição e envio para os Estados. Foram organizadas etapas de vacinação dividindo a população em grupos, priorizados em relação ao risco.

No último grupo a ser liberado para vacinação em Pernambuco estavam incluídas mulheres gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). De acordo com nota técnica do Ministério da Saúde, após análises científicas e dados epidemiológicos, ficou evidente que quadros de coronavírus desenvolvem-se pior neste grupo, aumentando o risco de internações, partos prematuros, perdas gestacionais e até mesmo o falecimento da mulher. Estados como o Piauí e São Paulo já incluíram também nos grupos prioritários as lactantes.

A cada dia o número de bebês e crianças infectados com a covid-19 no Estado tem crescido, chegando a formar filas de espera por leitos em UTIs e alguns óbitos já foram registrados em decorrência do agravamento da doença. Como é sabido, o leite materno é essencial para a saúde e desenvolvimento de bebês e crianças, o alimento tem mais de 250 substâncias essenciais aos organismos das crianças, reduzindo o risco de alergias, alterações orgânicas e doenças graves.

Através de indicação publicada em Diário Oficial, número 6137/2021, o deputado Adalto Santos solicitou ao Governo de Pernambuco, a inclusão das mulheres lactantes, independentemente da idade de seus filhos, no grupo prioritário de vacinação contra a covid-19 no Estado.

Para o deputado Adalto, tendo em vista a capacidade protetiva do leite materno, é necessário também considerar os benefícios que a imunização contra a covid-19 para mulheres lactantes traria à bebês e crianças, uma vez que estudos apontam que o leite materno contém os anticorpos da mãe vacinada.