Deputado sugere suspensão do Carnaval 2021 caso população pernambucana não esteja devidamente vacinada contra Covid-19

O carnaval de Pernambuco é um dos mais antigos do país e apesar de ser comemorado em vários municípios do Estado, acontece de forma mais intensa nas cidades de Recife e Olinda. No evento realizado no ano de 2020 o carnaval de Recife teve um público de 2 milhões de pessoas durante os cinco dias de comemorações, enquanto Olinda registrou 3,6 milhões de pessoas, estimando-se cerca de 400 mil turistas estrangeiros.

Em decorrência do cenário atual, onde segundo o Ministério da Saúde até o dia 04 de junho o número de casos confirmados da doença no país era de 590.485 e 32.688 óbitos. Estados como Bahia e Rio de Janeiro têm estudado suspender a realização do Carnaval 2021 para conter o avanço da pandemia. Segundo o último boletim emitido pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, o Estado tem, até o momento,  36.463 casos confirmados e 3.012 óbitos.

Considerando que a movimentação em torno da festividade começa meses antes do próprio evento com a entrada e saída de pessoas no Estado, lugares como aeroportos, terminais de ônibus, hotéis e as próprias prévias carnavalescas se tornam ambientes propícios para a disseminação do vírus responsável pela pandemia que estamos vivendo. 

O deputado Adalto Santos sugeriu, através de indicação publicada em Diário Oficial, número 3978/2020, a suspensão da realização do Carnaval 2021 no Estado caso, até a sua realização, não seja criada uma vacina contra a COVID-19 e a população pernambucana não esteja devidamente vacinada. 

Apesar de as pesquisas sobre o novo coronavírus avançarem a cada dia em direção à descoberta de um método preventivo contra a doença, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Existem muitas etapas no processo de desenvolvimento da vacina, como a própria pesquisa, a realização de descobertas, várias fases de testes, aprovação, produção e distribuição, o que pode levar muito tempo.

Para o deputado Adalto, a suspensão é uma medida sanitária a ser adotada. “A finalidade é evitar uma maior propagação do novo coronavírus no Estado, tendo em vista que a aglomeração característica do evento facilitaria a disseminação da doença”, declara o deputado.